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A abordagem sobre a obesidade gera diálogos importantes sobre saúde e metabolismo, e no dia mundial da obesidade queremos ampliar o olhar sobre esse tema.

Há algum tempo observamos o debate sobre a disjunção da obesidade com a doença ou estado prejudicado de saúde. Muito se aprofundou sobre temas como o estigma da obesidade, gordofobia e gordofobia médica. Temas que precisam ser dialogados e ampliados dentro das pautas de profissionais da saúde em suas mais variáveis atuações. Todo o conhecimento potencializa que nosso alcance possa impactar positivamente a vida de pessoas, sendo elas obesas, precisamos estar prontos e preenchidos de informações e acolhimento.

A obesidade metabolicamente saudável engloba um grupo de indivíduos obesos, que apesar do peso elevado não possuem síndrome metabólica associada e, portanto, possuem um perfil e prognóstico mais favorável quando comparados aos outros obesos, mesmo com IMC semelhantes e percentual de gordura parecidos.

Em contraponto, alguns estudos apontam que a obesidade metabolicamente saudável não garante bem-estar e prognósticos de longo prazo. Embora os dados corroborem que a obesidade metabolicamente saudável apresenta menor risco do que a obesidade “metabolicamente deletéria”, foi observado um alto risco de progressão de saudável para deletéria em três a cinco anos. Além disso, mesmo considerando a existência do fenótipo de obesidade metabolicamente saudável, a obesidade está associada a complicações respiratórias e osteoarticulares que são inerentes ao excesso de peso.

Como nutricionista clínica, analiso que em uma avaliação pontual e individual é possível observar um corpo obeso e saudável. Não é incomum encontrar pacientes obesos com IMC ≥ 30 kg/m2, perfil lipídico adequado, pressão arterial satisfatória, glicemia de jejum normal, etc. Esse cenário é real, e lidamos com todos os perfis de indivíduos. Na perspectiva do cuidar, essa informação irá compor um plano de cuidado amplo e não pontual. Dessa forma, não deve ser considerado um diagnóstico nutricional e sim um fator componente dessa avaliação clínica. Pessoalmente, vejo nesse atendimento a necessidade de celebrar as conquistas e projetar novas rotas.

Na prática clínica, trata-se de um momento de oportunidade, onde intervenções terapêuticas adequadas possuem um potencial de maior efetividade, com impacto não só em desfechos clínicos, como também na qualidade de vida. Com acolhimento e respeito podemos ir modificando hábitos alimentares, e quando temos um cenário metabolicamente saudável, temos o tempo ao nosso favor.

 

👩‍⚕️ Nutricionista Bianca Beck, CRN 12323

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